Pesquisa feita por Ir. Míria T. Kolling, IMC
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Relação entre música e rito - Três
tipos de canto na Celebração, em grau de importância:
a)
Missa em Canto – Cantos do presidente da Celebração
e dos ministros em diálogo do Ordinário com a assembléia: saudação inicial
do presidente, oração do dia, introdução ao Evangelho- diálogo, oração sobre as
oferendas, prefácio, as diversas aclamações na Oração Eucarística, Oração do
Senhor (Pai Nosso) – introdução e prolongamento (embolismo), oração e saudação
da paz, oração após a comunhão, às fórmulas de despedida.
b)
Os cantos que constituem o rito:- As Partes
do Comum da Missa, chamadas Partes Fixas, os Cantos do Ordinário,
cantados em comum, pelo presidente, os ministros e toda a assembléia: Senhor,
tende piedade de nós- Kyrie, Glória, Salmo responsorial, Creio (Símbolo dos apóstolos), Preces, Santo, aclamação memorial, doxologia
final.
c)
Os cantos que acompanham o rito – As partes
próprias de cada Missa: (o próprio da Missa) canto de abertura,
aspersão do povo, aclamação ao Evangelho, resposta da oração universal dos
fiéis, canto das oferendas, fração do pão (Cordeiro de Deus) e canto da
comunhão. Ainda: Canto da paz, após a comunhão e louvor final, facultativos.
Observações:
1)
Os cantos que constituem o rito são mais importantes
que os que acompanham o rito. Vantagem: não precisar de papel, e sim cantados
“de cor”, favorecendo a comunicação.
2)
Não devem ser substituídos por paráfrases, outros
cantos...
3)
Melodias respeitem os diversos gêneros e formas:
diálogos, proclamação de leituras, salmodias, antífonas, hinos e cânticos,
aclamações (Aleluia, Santo, Amém, intraduzíveis...) Outras formas: balada,
lied, coral, spirituals, nossas canções...
4)
Equilíbrio entre as partes cantadas, usando a
criatividade, dependendo da festa ou solenidade, da assembléia, das
possibilidades...
5)
Repertório adequado à comunidade – sensibilidade,
bom senso, escolha criteriosa.
6)
Na escolha dos cantos, não fazer opção pelo novo,
mas pelo melhor... ”Busquemos o melhor, e o melhor será o novo”.Santo
Agostinho nos diz que “É melhor cantar um canto velho com um coração novo do
que cantar um canto novo com um coração velho.”
7)
Equilíbrio entre cantar tudo e entre cantar nada.
Os mais importantes: Santo, Amém (Doxologia – Aclamações) e o Salmo.
8)
Cantar A liturgia, não NA liturgia,
um canto qualquer, dispersivo... Mas o rito, a Palavra, a festa, o mistério
celebrado.
4. Função ministerial da
música e do canto:
a)
Canto processional de Entrada (acompanha
o rito, o movimento, a procissão) conforme Santo Agostinho: “Canta e
caminha!” Finalidade: constituir e congregar a assembléia, introduzindo-a
no mistério a ser celebrado – tempo litúrgico, sonorizar o caráter festivo da
celebração, fomentar a união dos fiéis, dar o tom da celebração. O Missal
Romano diz: “... seja adequado à ação sagrada ou à índole do dia ou do tempo
litúrgico”, elevando seus pensamentos à contemplação do mistério litúrgico.
Pode ser usada a antífona com seu salmo (Gradual Romano) ou outro canto,
executado pelo povo ou alternando grupo coral e povo. Características: ser de
grande amplidão, alegre e vibrante, de preferência em tom maior, ritmo binário
(hino ou canto estrófico: refrão e estrofes), de preferência a uma só voz, para
facilitar o canto do povo. Santo Agostinho descreve o início da missa da Páscoa
de 426, em sua catedral de Hipona: “Dirigimo-nos para onde estava o povo; a
igreja estava superlotada, nela ressoavam os gritos de alegria: Graças a Deus,
Deus seja louvado! Ninguém se mantinha calado... Saudei o povo: as aclamações
recomeçaram, com ardor multiplicado. Por fim fez-se silêncio, e foi lida a
passagem das divinas escrituras relacionadas com a festa.” (do livro De
Civitate Dei).
b)
O rito penitencial – Senhor, tende piedade ou
Kyrie eleison - é uma aclamação suplicante endereçada a Cristo, o
Senhor, louvando-O e à sua misericórdia. Pertence aos cantos rituais,
constituindo o próprio rito da celebração (Ordinário da Missa) Não é o Ato
Penitencial, mas sim uma doxologia ou proclamação da bondade e misericórdia de
Deus, cantado após o Ato Penitencial e a absolvição, a não ser que já tenha
participado do mesmo, através das várias fórmulas apresentadas pelo Missal
Romano, como variante deste. Historicamente
o Kyrie eleison parece provir da Oração dos fiéis, com caráter de
ladainha. Após o Concílio Vaticano II: “É um canto mediante o qual os fiéis
aclamam o Senhor e imploram sua misericórdia.” Quando São Dâmaso mudou a
missa do grego para o latim, deixou o Kyrie imutável, em grego, e assim
atravessou os séculos. Seria completamente alheio a seu caráter substituir o
Senhor por um hino, estrófico ou não. (Kyrios foi o nome mais comum dado
a Cristo Ressuscitado pelos primeiros cristãos). Farão parte dele o povo e os
cantores. Importa não acentuar demais o aspecto penitencial na Celebração
Eucarística, evitando também paráfrases e outros cantos penitenciais.
c)
Glória – Diz a Introdução do Missal
Romano: “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja,
congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro,
portanto de caráter doxológico (louvor, glorificação). É cantado de forma
direta pela assembleia dos fiéis ou pelo povo em alternância com os cantores,
ou ainda só pelo coro.” (n.53) É uma das peças mais antigas da Missa
incorporadas pela Igreja Romana no século II, por ocasião do Natal. Sua nota
dominante: o júbilo, louvor confiante e alegre... Como hino que é, deve ser
cantado. Pode ser dividido em três partes: a) o canto dos anjos, na noite de
Natal; b) os louvores a Deus Pai; c) os louvores seguidos de súplicas e
aclamações a Cristo, o Cordeiro, o Kyrios, o Senhor. Canto em prosa, conforme
Missal Romano, há várias melodias. Metrificado pela CNBB, outras tantas. Evitar
os “Glorinhas”, trinitários, que abreviam o conteúdo rico do mesmo. Não deve
ser substituído por outro canto de louvor, pois faz parte dos cantos rituais, é
o próprio rito. Santo Agostinho nos dá as características do Hino, que são
três: “É um canto com louvor a Deus, que, pois, deve constar
do seguinte: do canto, do louvor e de que seja dirigido
a Deus.”.
d) Salmo
Responsorial – O costume de se cantar o salmo após a leitura remonta aos
primeiros séculos do cristianismo, prática herdada do culto da sinagoga
judaica. Santo Agostinho fala do valor do salmo cantado durante a liturgia da
palavra, como uma “leitura cantada”. Faz parte integrante da Liturgia da
Palavra, como resposta orante da comunidade à proposta e às maravilhas
proclamadas por Deus na primeira leitura, e deve ser cantado de forma dialogal,
o texto de preferência extraído do Lecionário, que é a nossa Bíblia
litúrgica. Importância da função do
salmista, ao mesmo tempo ouvinte e ministro da Palavra; ele proclama o salmo no ambão – mesa da Palavra.
O salmo é a proclamação da Palavra cantada, por isso requer-se o mínimo de
preparo técnico e vocal , litúrgico e musical do salmista. Devido à sua
importância, não deve ser omitido nem substituído por “canto de meditação”. É
um canto ritual interlecional, cantado entre as leituras..
e) Aclamação
ao Evangelho, o “Aleluia” - adaptação portuguesa do Halelû Yah
= Louvai Javé. Portanto, convite ao louvor jubiloso, através do qual a
assembléia dos fiéis acolhe o Senhor que vai falar no Evangelho; como um
“viva” pascal ao Verbo de Deus, que nos dirige palavras de vida eterna. É uma solene e jubilosa profissão de fé
cantada, aclamando Jesus Cristo. Portanto, sendo aclamação, é um grito com que
exteriorizamos nossos mais profundos sentimentos e experiências de vida,
projetando-nos para fora de nós, algo que espontâneo brota do interior e se faz
exclamação, grito de júbilo. Por isso, deve ser breve, denso e sonoro. Também
por isso mesmo, só pode ser cantado, não se lê, não se diz, só se canta... O
ideal: Aleluia (todo o povo) + versículo do dia (solista ou coral) É aclamação-júbilo.
(As aclamações são importantíssimas para a participação do povo). Na
Quaresma é substituído por outra aclamação, mas também vibrante e sonora. É
cantado por todos, de pé, podendo acompanhar a procissão com o Evangeliário, do
altar para o ambão, hoje já tão em uso nas nossas liturgias. (Aclamar =
aplaudir, aprovar entusiasticamente... Nossas Missas com o Papa...) Pode-se
repetir a aclamação como resposta ao Senhor que nos falou, no final do
Evangelho.
f) Credo
– A profissão de fé é menos apta para ser cantada por toda a
assembléia, mas a Instrução Geral do Missal Romano prevê: “O símbolo deve
ser cantado ou recitado pelo sacerdote com o povo aos domingos e solenidades;
pode-se também dizer em celebrações especiais de caráter mais solene. Quando
cantado, é entoado pelo sacerdote ou se for oportuno, pelo cantor ou pelo grupo
de cantores; é cantado por todo o povo junto, ou pelo povo alternando com o
grupo de cantores.” Foi introduzido lentamente na liturgia da Missa.
Chegou a Roma pelo século X, embora na Espanha já fosse aceito no século III. A
partir do canto polifônico, se tornou uma peça musical brilhante. Os documentos
dizem que não existe obrigação de cantá-lo, pois não é hino nem aclamação, mas
sim profissão de fé. Se for cantado, “procure-se fazê-lo como de costume, todos
juntos ou alternadamente”. Existe a possibilidade de cantar a fórmula mais
breve, denominada “símbolo apostólico”, mas não pode ser substituído por canto
religioso. É possível utilizar traduções adequadas nas missas com crianças. “Tem
como finalidade exprimir o assentimento do povo como resposta à Palavra de Deus
escutada nas leituras e na homilia e, ao mesmo tempo, recordar-lhe a regra de
fé, antes de começar a celebração da Eucaristia.” É a afirmação da unidade
da fé, não só através das diferentes comunidades, mas através dos tempos.
g) A
oração universal, Preces - A restauração da Oração Universal foi dos
melhores êxitos da reforma litúrgica. Afirma o Ordo da Missa: “Na oração
universal ou oração dos fiéis, o povo reza por todos, exercendo deste modo o
seu múnus sacerdotal.”. A ordem é a seguinte: a) pelas necessidades da
Igreja; b) pelas autoridades civis e pela salvação do mundo; c) por aqueles que
sofrem dificuldades; d) pela comunidade local.
É uma herança da tradição judaica, que gostava de acrescentar às bênçãos
orações de súplicas, e desde o início do cristianismo foram aceitas e
multiplicadas... Pode ser considerado como parte do Ordinário da Missa. Nem
sempre as Preces vão ser cantadas, mas o seu canto lhes dará uma solenidade e
intensidade especiais. Podem ser cantadas de vários modos, com diversas
fórmulas propostas e respostas pelo Missal Romano, salientando o refrão cantado
por toda a assembléia. A introdução, as preces e a conclusão são recitadas.
h) Canto
das oferendas - (Liturgia Eucarística) – Preparação dos dons. É
canto que acompanha a apresentação dos dons do pão e do vinho, facultativo e
tem verdadeiro sentido quando houver a procissão das oferendas para o
altar. Diz a Instrução do Missal: “O
canto das oferendas acompanha a procissão das oferendas e se prolonga pelo
menos até que os dons tenham sido colocados sobre o altar.” Portanto, não
deve se prolongar, uma vez que acompanha o rito da procissão com os dons. Não é
um canto para oferecer o sacrifício: a única oferta é Jesus Cristo e nós, “por
Ele, com Ele e nEle”, em sacrifício vivo e santo; é, sim, canto para apresentar os dons e
preparar a mesa do altar, após a liturgia da Palavra... Por isso, evitar os
“cantos de ofertório”. Momento com muitas possibilidades, dependendo da
solenidade ou da festa: um hino a Jesus Cristo, ao Espírito Santo, a Maria ou
outro; um solo de órgão ou outro instrumental, um dueto vocal, o coro, além de
responder cantando à oração de bênção: “Bendito sejais, Senhor Deus do
Universo...” (Os momentos da preparação dos dons: a apresentação do pão, a
apresentação do vinho, a mistura da água e do vinho, as outras oferendas –
nossa partilha fraterna, e a oração sobre as oferendas. A apresentação dos
dons é o pórtico de entrada da oferenda eucarística).
i)
Sanctus, a aclamação do universo (A Oração
Eucarística – Introdução: antífona, Cânon, oração eucarística) – Tem sua origem no
Oriente, século II. O texto bíblico: um manto de
retalhos, uma compilação de textos bíblicos – As duas primeiras aclamações,
tiradas de Isaías, de sua visão dos anjos prostrados diante do
altar... “Toda a terra está cheia de sua glória” Hosana. : do hebraico Hosiah-na= dá a
salvação, do salmo 118,25 – “Senhor, dai-nos a salvação!” Nas alturas =
Deus que habita os altos céus... Bendito o que vem: Sl 118,26, que a tradição
transformou numa aclamação messiânica: “Bendito O que vem
em nome do Senhor!”, festejando e aclamando o Senhor, quando de sua
entrada em Jerusalém. (Mt 21, 9). Portanto, o clima bíblico do Santo é de
celebração gloriosa: teofania (manifestação de Deus)
deve
produzir expressão exuberante de alegria, aclamação jubilosa, unânime e
solene com que se conclui o prefácio (que inicia a oração eucarística, e devia
ser cantado). O santo, como o salmo e o Amém doxológico, é o
principal dos cantos do Ordinário da missa. É
a primeira aclamação da assembléia na prece eucarística, e como hino-aclamação, deve ser
profundamente festivo e jubiloso, evocando a aclamação entusiasta do povo no dia de
Ramos, a parusia gloriosa no fim dos tempos, ambiente de festa em que céu e terra se
unem, reunindo num louvor cósmico e universal, os santos do céu e a Igreja da
terra. Segundo o Apocalipse, o Sanctus é a aclamação da
liturgia celeste. A assembléia deveria ficar à vontade e
alegre, ao cantar esse louvor solene, sentindo-se intérprete
fundamental desta aclamação, a primeira e mais importante a ser cantada pela
comunidade. A melhor forma de cantar o Santo é a forma
direta. Não deve ser substituído por “versões tão
livres que não correspondam à doxologia bíblica.”.
j)
Aclamação Memorial – Esta
aclamação, tal como a conhecemos hoje, foi inserida após o Vaticano II. Logo após a narrativa
da Instituição, o presidente canta ou diz: “Eis o Mistério da fé!”
e todos aclamam,
de
pé, como povo
ressuscitado
em Cristo: “Anunciamos, Senhor, a vossa morte...” ou “Toda vez
que se come deste pão...” ou ainda “Salvador do mundo...”, proclamando sua
fé em tom aclamativo, fazendo memória do mistério
pascal de Cristo – sua vida e mensagem salvadora, sua paixão e
morte, ressurreição e ascensão ao céu, enquanto aguarda a sua vinda gloriosa. Tem, portanto,
um caráter pascal, diferente daquele cunho dramático-devocional,
que perdurou por séculos em nossa liturgia, com relação à
narrativa da instituição, antes do Concílio Vaticano II. Não pode ser
substituída por cantos de adoração ou benditos... Segundo Antonio
Alcalde, em seu livro “Canto e Música litúrgica”, qualquer das três
aclamações é válida. Mas recomenda: Advento e Natal – “Anunciamos,
Senhor...”; Quaresma e Páscoa – “Salvador do mundo... “; Tempo Comum- “Toda vez que se
come...”, mas a primeira é a mais usada nos domingos.(Também chamada
de Anamnese, do grego= lembrança, comemoração).
k)
Aclamação à doxologia final - O grande Amém -
Ao Pai,
pelo Filho, no Espírito Santo. Conclui a Oração
Eucarística: Ao “Por Cristo, com Cristo, em
Cristo...”, recitado ou cantado pelo presidente, enquanto eleva ao Pai
com
bastante expressividade o pão e o vinho transformados em
Corpo e Sangue do Senhor, portanto em Eucaristia e
ação de graças, a assembléia deve aderir e prorromper
com o “Amém”,
muito vibrante e solene, repetido
várias vezes, cantando, portanto, e podendo-se aplaudir. Este
amém nos lembra a nossa dignidade de povo sacerdotal, participando com
ele da prece eucarística. Lembra-nos Santo Agostinho: “Seu amém é sua
assinatura, é seu consentimento, é seu
compromisso.” E São Jerônimo recorda-nos que esse Amém “ressoava como um trovão” nas basílicas romanas. É o movimento do
universo rumo à eternidade de Deus, aquilo que o gesto da
doxologia quer significar. “Toda a criação nasce do coração do Pai, como
fruto do Seu amor. Toda a criação alcança a sua existência por Cristo,
primogênito de toda criatura” (Col 1, 15). Toda a criação é habitada
pelo Espírito que a enche do Seu amor.” (Lembra Pe. Busch – os pedaços da vida
que vamos oferecendo, o amém da vida inteira entregue... AMEM!
ALELUIA1) Nosso Papa João Paulo II- sua última palavra: Amém! SEMPRE devia ser CANTADO, pois é de
fundamental importância. Há várias fórmulas no Missal.
l)
Pai Nosso: a oração dos
filhos – Chegou até nós por dupla tradição: Mateus
6, 9-11 e Lucas 11,2-4. São sete petições, das quais as três primeiras
“celestes” – Deus, sua Vontade e seu Reino, e as quatro seguintes “terrestres”, pois dizem
respeito a nós, humanos. O próprio Jesus nô-la ensinou, dirigindo-se a Deus
como “Abba, Pai!”. Provavelmente foi introduzido na
Missa com Santo Ambrósio, pelo século IV. A celebração eucarística é em si mesma
o louvor
dos filhos ao seu Pai do céu. Pode-se cantar o Pai Nosso, numa
melodia simples, em forma de cantilena, ou gregoriano. Sendo um texto
bíblico, não deve ser substituído por paráfrases ou outros textos. O Pai Nosso
na Missa não é conclusivo, e sim nos introduz ao rito
da comunhão. Por isso não se diz Amém no final.
m)
Embolismo- “Livrai-nos de
todo o mal, Senhor!” – A palavra vem do grego (embolisma
– peça aplicada a um vestido, a um desenvolvimento literário, a partir de um
determinado texto). Assim, O Pai Nosso termina com “mas livrai-nos do
mal.” E o embolismo prossegue,
acrescentando-lhe “Livrai-nos de todo o mal, Senhor...”,
o que
parece remontar ao tempo de São Gregório, pelo século VI.
Pergunta-se: seria necessário completar a
palavra de Jesus?... Não basta o Pai Nosso?... E continua: “enquanto
esperamos a vinda de Jesus Cristo, nosso Salvador... enquanto aguardamos
a jubilosa esperança e a vinda gloriosa do
nosso Salvador, Jesus Cristo.” O embolismo
termina pela doxologia “Vosso é o reino e o poder e a glória para sempre”, que não faz
parte do Pai Nosso de Mateus, mas foi inserida pelo século II, muito
usada nas igrejas do Oriente, assim como pelos protestantes e anglicanos. O
novo Missal, Romano integrando-a na nossa liturgia,
une-se à tradição das outras Igrejas cristãs.
n)
O rito da Paz – O Missal explica:
“Os
fiéis imploram a paz e a unidade para toda a Igreja e para toda a família
humana; e saúdam-se uns aos outros, em sinal de mútua caridade.”
(56) Consta de três
elementos: a oração pela paz, à saudação, à qual a
assembléia responde “O amor de Cristo nos uniu” e o gesto da paz,
que é facultativo. Não faz parte de
a tradição litúrgica entoar-se um canto durante a saudação. Mas este sinal de
fraternidade foi muito bem acolhido pelo povo, tornando-se um dos elementos de
maior participação de toda a assembléia. Se há um canto durante a saudação da
paz, que seja curto e leve, e não tenha
um conteúdo
de fraternidade e amizade apenas, mas um anúncio de que Jesus traz a
verdadeira paz. “Ele é nossa paz.”
(Ef 2, 34). Portanto, deve
referir-se a Cristo, à paz do Ressuscitado. Não deve ofuscar nem
invadir o canto que acompanha o rito da fração do pão, o “Cordeiro de
Deus”. A questão está na seleção dos cantos apropriados
para este momento... Cuidado para não abusar dos cantos de paz,
deixando-os para os dias mais solenes, festas especiais, optando de preferência por cantar
o Cordeiro de Deus, ao realizar a fração do pão.
o)
Cordeiro de Deus - Foi
introduzido
na Missa pelo Papa Sérgio, no século VIII, inspirando-se nas
palavras de João Batista, ao saudar Jesus: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira
o pecado do mundo...”, e com acentos de glória e louvor
tirados do Apocalipse, onde o Cordeiro aparece com toda a sua majestade pascal.
De
início, um canto litânico, a invocação era repetida enquanto durasse o rito que
ela acompanhava. No século XI as invocações foram limitadas a três, sendo
que a última conclui com o “Dai-nos a paz!” O Missal Romano
acrescenta: “Pode repetir-se o número de vezes que for preciso,
enquanto durar a fração do pão.”
(n.63) Compete ao povo/ animador do
canto/ coral e não ao sacerdote, entoar este canto, acompanhando o
partir do pão para a comunhão, preparando-se a assembléia
para participar do banquete pascal do Cordeiro imolado e glorioso, ele nossa
paz.
p)
O Canto processional da Comunhão – Acompanha o rito
da Comunhão, sendo o canto mais antigo da missa, aparecendo já em Roma no
século IV. Inicialmente se entoava o Salmo 34 (33) “Provai e vede como o
Senhor é bom. Feliz de quem nele espera, nada lhe falta,
será feliz.” (Foi minha primeira composição, em 1969, e está
gravada num simples compacto, que guardo como relíquia. Vale a pena
registrar...) São Jerônimo nos fala deste canto, que com o
tempo, foi cantado após a comunhão, o chamado postcommunio. Diz a Introdução
Geral ao Missal Romano: “Enquanto o sacerdote e os fiéis recebem o
Sacramento, tem lugar o canto da comunhão, canto que deve expressar, pela união
das vozes, a união espiritual daqueles que comungam, demonstrar ao mesmo tempo
a alegria do coração e tornar mais fraternal a procissão dos que vão
avançando para receber o Corpo de Cristo. O canto tem início quando o
sacerdote comunga, prolongando-se enquanto os fiéis comungam até o momento que
pareça oportuno.” Um canto adequado à comunhão deverá
corresponder ao sinal que está sendo realizado: a refeição fraternal do Corpo e do Sangue de
Cristo, na fraternidade e alegria da participação do banquete eucarístico. Uma assembléia que caminha cantando em busca
do dom gratuito e generoso do Pai que se senta à mesa com seus filhos e a todos
alimenta com o Seu Filho Jesus, é símbolo de uma Igreja a caminho,
alegre e festiva. Agora e aqui na terra, todos “convidados para a Ceia do Senhor;
e um dia, jubilosos convidados para as Bodas do Cordeiro, o Cristo
glorioso, no céu... Portanto, não são
apropriados os antigos cantos de adoração ao Santíssimo Sacramento, nem cantos
subjetivos e intimistas, de mensagem genérica. Na medida do
possível, esteja em consonância com o evangelho proclamado: a Palavra se faz
Eucaristia! É normal que os cantos de comunhão tenham, de
alguma forma, a participação de toda a comunidade. A respeito do
grupo dos cantores, que é sempre uma questão com muitas dúvidas, diz o Missal
Romano: “O grupo dos cantores , segundo a disposição de cada igreja, deve ser
colocado de tal forma que se manifeste claramente sua natureza, isto é, que
faz parte da assembléia dos fiéis, onde desempenha um papel particular; que a
execução de sua função se torne mais fácil; e possa cada
um de seus membros facilmente obter uma participação plena na Missa, ou seja,
participação sacramental. (n.312) Não há necessidade de multiplicar
cantos durante o rito da comunhão: silêncio,
alternância entre canto e instrumento, algum solo, repetição do refrão, convém mais,
refletindo
a unidade do mistério celebrado e da assembléia como um todo.
q)
O canto após a Comunhão – O Missal Romano
lembra a possibilidade de entoar um salmo, hino, refrão orante: “Terminada a
distribuição da Comunhão, se for oportuno, o sacerdote e
os fiéis oram por algum tempo em silêncio, recolhimento,
interiorização. Se desejar, toda a assembléia pode
entoar ainda um salmo ou outro canto de louvor ou hino. (n.83) É um canto
facultativo,” não necessário, e às vezes nem desejável, quando já houve um
canto de comunhão, com participação do povo, que se prolongou por algum tempo. (Estudo 79 da
CNBB), não cabendo neste momento Oração pelas
vocações, Ave-Marias, homenagens... (Homenagens e avisos são feitos
após a Oração, antes da bênção final). Tem-se estimulado ultimamente em nossas
igrejas o refrão bíblico, que pode ser entoado por um solista, ou grupo de canto,
envolvendo aos poucos toda a assembléia, num clima orante, brotado do
silêncio. Equilíbrio, bom senso, sensibilidade são sempre o
melhor caminho para dosar canto e silêncio, levando
a assembléia ao encontro com Deus.
r)
Louvor Final – Não está previsto
o chamado “canto final”, não faz parte da estrutura da
missa, após a bênção e despedida do sacerdote, uma vez que com
o “Ide em paz”, a assembléia está dispensada. Na saída do povo, o mais
conveniente seria um órgão ou música instrumental, como acontece
nas igrejas da Europa., ou uma bela intervenção do coro/ grupo de
canto...Mas nosso povo de certa forma o incorporou ao seu
repertório litúrgico, de modo que pode-se entoar um canto devocional – a Maria, ao santo
padroeiro, ou outro, em vista da missão, de caráter mais livre.
5. O ministério
da música e do canto
“O canto não deve ser considerado
como mero ornamento que se acrescenta à oração, como algo extrínseco, mas
antes como algo que emana do profundo do espírito daquele que trabalha e
louva a Deus, e mostra de maneira plena e perfeita a índole comunitária do culto cristão.” (IGLH 270). O ministério do
canto é exercido por todos os membros da assembléia, de acordo com
suas diferentes funções litúrgicas. Há cantos que cabe a toda a
assembléia, outros que cabem ao ministro, ao coro, ao grupo de canto, ao
salmista, sendo que a função do animador ou dirigente do canto é muito especial.
a) A assembléia, comunidade
celebrante -“Nada mais festivo e mais grato nas celebrações sagradas do
que uma assembléia que, em seu conjunto, exprime sua fé e sua piedade
por meio do canto.” (MS 16) A
assembléia é o ministro principal da música e do canto.
Todos - ministros, cantores e povo – formam uma grande comunidade, sinal da
assembléia universal e definitiva em que “toda criatura, do céu e da
terra, cantará “Àquele que está sentado no trono e
ao Cordeiro, louvor, honra e glória pelos séculos dos séculos.”
(Ap5, 13). B. Huijbers, em seu “L`art du peuple
célebrant: “O canto comum é um
termômetro que marca o grau de participação de uma assembléia... Não se trata
aqui de uma obrigação, mas sobretudo de uma graça. Cantar com os outros
pressupõe que a pessoa se entregue e revele algo íntimo... A celebração assume sua verdadeira imagem quando todos
começam a cantar juntos.” A renovação
litúrgica do Vaticano II tem sua principal razão de ser na participação do povo
de Deus no mistério de Deus que se realiza na liturgia. “O povo tem o
direito e o dever a esta participação.” (SC 14) Todos os serviços e ministérios nascem da
comunidade e a ela se destinam, para sua melhor participação e crescimento
espiritual e a “edificação do Corpo de Cristo.” Portanto, a assembleia tem a primazia
na participação pelo canto!
b) O coral e o seu
ministério na comunidade – A Ordenação Geral
do Missal Romano diz que “Entre os fiéis”, o coro e os cantores exercem um
ofício litúrgico próprio, tendo sempre em vista “favorecer a participação
ativa dos fiéis no canto.” O coro desempenha um verdadeiro
ministério, em benefício da própria comunidade, sobretudo: 1) pela
valorização da liturgia cantada (MS 5); 2) pela observância do sentido
e da natureza própria de cada rito e canto (MS 6); 3) pela
necessidade de variação nas formas de celebração e de participação (MS 10); 4)
pelo auxílio que presta à participação do povo (MS 19).
c) O animador do
canto e seu ministério na comunidade – “Providencie-se
haja ao menos um ou outro CANTOR, devidamente formado, o qual deve então propor ao povo
ao menos as melodias mais simples, para que este participe, e deverá oportunamente
dirigir e apoiar os fiéis. Convém que haja tal cantor também nas igrejas
dotadas de coral.” (MS 21). É importante
haver um bom ensaiador-animador, pois dele depende em grande parte a boa
participação cantada do povo. Alguém que tenha
verdadeira capacidade de comunicação, que exteriorize sua liderança,
que faça vibrar toda a assembléia com seu próprio entusiasmo; alguém afinado, cuja
voz possa chegar a todos, movendo-os com seu dinamismo e convicção. O bom
animador/dirigente/guia deve preocupar-se com seu volume e
tom de voz, sua vocalização, sua expressão corporal (expressão do
rosto, gestos e posição), seu lugar no interior da assembléia, o uso do
microfone. Não bastam a boa vontade e a fé para uma boa interpretação do canto como
animador – animar não como numa festa ou show, mas o momento da celebração exige outro
tipo de animação. Cesário Gabarain nos dá algumas orientações: “Deve ficar
num lugar visível, mas ao mesmo tempo discreto. Bem visível para que possa
transmitir devoção, segurança e confiança. Discreto para nunca se transformar
no centro da celebração...”.
d)
Instrumentistas e seu ministério
na comunidade - “Os instrumentistas podem ser de grande
utilidade na liturgia, quer acompanhando o canto quer sem ele.” (MS 25), à
medida que prestam serviço à Palavra cantada, ao rito e à comunidade em oração.
O instrumento, como a voz humana, não deve em si ser classificado como sacro ou
profano. Vai depender do uso que dele fazemos, do contexto em que tocamos, da
integração do mesmo na Celebração, nos diversos ritos e momentos celebrativos. Os
documentos da Igreja abrem espaço para a inculturação: “Para admitir e usar
instrumentos na liturgia deve levar-se em conta o gênero, a tradição e a
cultura de cada povo.” (MS 63) Algumas funções: sustentar o canto,
facilitar a participação e criar a unidade da assembleia, com a advertência de
que o som dos instrumentos jamais cubra as vozes, de modo que os textos
e a mensagem sejam claramente ouvidos e compreendidos. Quanto aos
instrumentistas, o documento sobre a Música Sacra adverte também: “... não
somente sejam virtuoses no instrumento que tocam, mas tenham entranhado
conhecimento do espírito da liturgia e dele estejam penetrados.” Assim,
além da qualificação técnica, espera-se que tenham formação litúrgico-musical
básica, e vivência litúrgica, para que possam melhor exercer sua função,
servindo à liturgia, e não se servindo dela para promoção pessoal. Três coisas
importantes para isso: unidade entre o gesto corporal, o sentido teológico e a
atitude espiritual. Portanto, “tocar um instrumento exige atitude espiritual,
envolvimento na ação litúrgica, por sua atenção e participação ativa e
consciente.” (Estudo 79 da CNBB). Todos os instrumentos são acolhidos e
bem-vindos na Celebração. O órgão ocupa certamente o primeiro lugar,
pois é o instrumento básico na liturgia ocidental, citado em todos os
documentos da igreja. Mas não é o único, e nem sempre foi assim... Gino
Stefani, em seu livro “A aclamação de todo um povo”, nos fala dos
instrumentos que têm principalmente um papel, uma função de “sinal”, de
“som-sinal”, isto é, aqueles que não atraem a atenção sobre si, com o objetivo
de espetáculo, mas que apontam para outra realidade, com função ritual,
indicando o gesto, a ação, dando-lhe assim a importância que merece. Entre
eles: os sinos (tubulares, hoje usados na orquestra) e o gongo. A seguir, os metais – trombetas, trombones...
(anunciar um canto de entrada, aclamar a Palavra, a multidão...), pela tradição
bíblica e religiosa; os de percussão, como o tambor, por sua
função universal , além de tímpanos e tamborins, como sinal, reforço
aclamatório, apoio rítmico, sempre com determinado objetivo, música, gesto ou
momento celebrativo. Na liturgia judaica, já os encontramos presentes,
divididos em três categorias: corda, sopro e percussão. Os de corda eram
os mais apreciados e apropriados para acompanhar os hinos e salmos: cítara,
harpa, alaúde, saltério e lira. Os de sopro: flauta, corneta e trombeta,
de grande importância, sobretudo pela sua analogia com o Espírito Santo, Sopro
de Deus, evocando, pois, a própria voz do Senhor: “O sopro de Deus
ressoa imponente nas trombetas... nos orifícios da flauta...” Em terceiro
lugar, os de percussão: tamborim, tambor, pandeiro, triângulo,
campainha, sineta. E entre nós são muito aceitos: o atabaque, que
tem caráter convocativo e para criar clima de oração. O importante é não
“desconcertar” ninguém (= não colocar pessoa alguma fora do concerto), ou
seja, excluir alguém da celebração, porque a linguagem musical nos perturba não
nos permite rezar, nos é estranha, não conseguimos nos exprimir com ela na
liturgia... Entre os nossos instrumentos mais usados destacam-se: as cordas – violão,
viola, cavaquinho; percussão – tambores e equivalentes, com tradição bíblica e histórica (ibérica,
indígena, africana); entre os de sopro,
as flautas, pela analogia com o órgão e pela tradição bíblica e
folclórica; o acordeão, de grande
familiaridade nos meios populares. Equilíbrio e bom senso, atenção, espírito
litúrgico e sensibilidade, para usar de forma adequada os instrumentos, sempre
em função da Palavra cantada, do tempo litúrgico, do momento celebrativo, em
vista da participação do povo, sendo que a importância do instrumento lhe vem pelo
seu caráter simbólico, evocando a voz e ação do próprio Deus. Preferir os instrumentos naturais e acústicos
aos eletrônicos, que às vezes faz muito barulho e pouca música, não favorecendo
ou até dificultando a oração da assembléia!
CONCLUSÃO:
“A celebração não é, pois, um
conjunto de palavras e gestos unidos de maneira externa e artificial, nem uma
sucessão de elementos diversos, todos no mesmo plano”. Na verdade, é um grande
movimento que se desenvolve, se amplia, chega a um ponto culminante e se
encerra, como uma grande sinfonia, ou como a História da Salvação. Os elementos
que a compõem se organizam e se concatenam para constituir um grande ritmo, animado
por um alento respiratório, por uma vitalidade interna e por uma lógica
intrínseca.
Na celebração... Os fiéis constituem
a nação sagrada, o povo que Deus obteve para si, e o sacerdócio real, que
agradece a Deus, oferece, não só por meio do sacerdote, mas juntamente com
ele... E aprende a oferecer-se a si mesmo... Atuem, pois, como um único corpo,
tanto ao escutar a Palavra de Deus como ao participar das orações e dos cantos,
e, especialmente, ao oferecer comunitariamente o Sacrifício e ao participarem
todos juntos da mesa do Senhor. Essa unidade manifesta-se claramente na
uniformidade de gestos e posturas dos fiéis. “Portanto, os fiéis não devem
rejeitar servir ao povo de Deus com prazer, quando lhes é pedido que
desempenhassem na celebração determinado ministério.” (OGMR 62, citado por
Francisco Escobar, no Manual de Liturgia II – Paulus, à pág. 64).
E Lucien Deiss:
“Feliz a
comunidade que tem a alegria como a rubrica principal da sua liturgia. Que quando
celebra a Palavra, se encontra com o rosto de Cristo ressuscitado em cada
página da Bíblia! Que ao partilhar o pão e o vinho da Eucaristia,
partilha,
ao mesmo
tempo, o amor entre irmãos e irmãs! Que, para presidir a sua celebração
tem um sacerdote, não para dominá-la, mas para servi-la, como irmão!"
“A missa é o coração da comunidade
cristã. A beleza de cada missa é a beleza de Cristo na nossa vida!”
(A Missa da comunidade cristã, Lucien Deiss – Editorial Perpétuo Socorro,
Porto, Portugal, pág. 126).
Os símbolos litúrgicos, gestos, música, palavras, ritos...
São realidades abertas, nunca compreendidas e captadas plenas, adequada e
definitivamente... Ao contrário, exortam a ir sempre mais longe e mais
profundamente; eles orientam para um ilimitado universo de significações. Põem
em comunhão com mistérios insondáveis, porque são divinos; os mistérios de
Cristo Pascal, até a iluminação do último dia, no qual já não haverá nem rito
nem símbolo, porque nos será dada a graça de ver face a face Aquele que eles
evocam e a Quem nos faz encontrar na obscuridade e na fragilidade da fé.” ( Manual de Liturgia II – CELAM, Paulus, pág. 106).
* * * * * * * * * * * *
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Bibliografia:
-
Documentos sobre a Música Litúrgica – Paulus
-
Reunidos em nome de Cristo – Instrução Geral
sobre o Missal Romano, Edições Paulinas.
-
Manual de Liturgia II – A celebração do mistério pascal: fundamento teológico e elemento
constitutivo – Paulus.
-
Canto e Música Litúrgica - Reflexões e Sugestões, de Antonio Alcalde – Paulinas.
-
O Canto Novo da Nação do Divino, de Frei Joaquim Fonseca, Paulinas.
-
Cantando a Missa e o Ofício Divino, de Frei Joaquim Fonseca, Paulus.
-
Cantar a Liturgia,
de Frei Alberto Beckäuser – Editora Vozes.
-
Novas Mudanças na Missa, de Frei Alberto Beckäuser – Editora Vozes.
-
A Igreja celebra Jesus Cristo, de Pablo Argárate – Paulino.
-
A Aclamação de todo um povo, de Gino Stefani – Editora Vozes.
-
A Missa da comunidade cristã, de Lucien Deiss, Editorial Perpétuo Socorro, Porto
– Portugal.
-
Para viver a LITURGIA, de Jean Lebon – Edições Loyola.
-
Grande Sinal,
dezembro 1985, no artigo “A música como expressão de espiritualidade”, de José
Weber – Editora Vozes.
-
“Música santa para a liturgia”, artigo do Lósservatore Romano, 17 de janeiro 2004.
......................................
Pesquisa feita por Ir. Míria T. Kolling para
o Café-Debate, promovido pela Paulus
da Livraria da Sé, no dia 7 de maio,
das 9 às 12 horas, no salão da Catedral da Sé.
Confira: http://www.irmamiria.com.br/
São Paulo, maio de 2005.



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